A ocorrência de uma doença determina reações diferentes em cada pessoa atingida, diferindo em grau, tipo e intensidade de acordo com sua personalidade. A dificuldade de aceitar a condição de doente crônico gera revolta contra si mesmo, contra os outros e contra o mundo.
A angústia acompanha a dualidade: não aceitação do fato de “estar doente” e de ter uma vida normal. O paciente tem que aceitar sua condição e colaborar com o tratamento, aprendendo a conviver com a doença da melhor maneira possível.
Ocupar o tempo durante a diálise também é muito importante. Uma das coisas que podem ser feitas é o vínculo com o colega de HD – é importante conversar com ele, trocar experiências de vida. Deve-se sempre procurar alguma atividade durante a sessão.
Se houver alguma alteração em seu estado emocional, lembre-se de pedir o apoio da psicóloga da clínica.
A família e o paciente renal crônico
A família é uma peça fundamental no tratamento. É nela que o paciente procura se estruturar após a descoberta da doença. A família precisa se reestruturar diante da doença, pois ocorrerão mudanças na rotina, na alimentação e nos papéis de cada membro. Por isso o apoio psicológico ao familiar é tão importante quanto ao paciente. Afinal, a família está diariamente com ele.